Li e recomendo, principalmente para quem tem interesse por filosofia, semiótica e linguistica, o livro O Mundo Codificado, de Vilém Flusser.
Não se trata de um lançamento, pois esta publicação saiu pela Cosac & Naify no ano passado (em uma capa super hight tech, diga-se de passagem), mas tem tudo a ver com o meu primeiro post, O padecimento dos olhos(pois é a principal referência usada pelo professor Baitello). Acho que vale à pena dar uma olhada nem que seja só no pres release.
De todo modo, seguem dois trechinhos que selecionei:
“Mundo codificado”, o ensaio que dá nome ao livro, aprofunda as conseqüências do predomínio das imagens no panorama atual das informações com as quais lidamos, comparando-o com o domínio das imagens no mundo mágico do homem pré-histórico e mostrando como esse discurso é, por sua própria natureza não-narrativa, anti-histórico. A constatação: “Não há paralelos no passado que nos permitam aprender o uso dos códigos tecnológicos” que estamos começando a utilizar.
“Sobre a palavra design” desmascara a “trapaça” que está por trás de toda técnica, toda arte e todo o design – enganar a natureza – demonstrando como esse ardil, ao mesmo tempo em que confere valor aos objetos, não se livra nunca de ser uma trapaça, que retira das coisas sua verdade e autenticidade para transformá-las em objetos falseados e, em última análise, descartáveis.

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