Flânerie

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Louca por Artacho Jurado

Novembro 12, 2008 · 3 Comentários

Queridos leitores,

Eu e o prof. Ruy na Artacho Tour

Eu e o prof. Ruy na Artacho Tour

Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas por passar tanto tempo sem relatar minhas andanças. Sim, eu continuo flanando por ai, mas não compartilho isso com ninguem há mais de um mês… Mil desculpas!

Ultimamente tenho usado grande parte do meu tempo livre me dedicando ao meu arquiteto predileto, o Artacho Jurado. Quem acompanha o Flânerie deve se lembrar de um post que fiz sobre ele, logo que comecei o blog.

O fato é que, neste meio tempo, muitas coisas aconteceram. A primeira foi a palestra ministrada pelo professor Ruy Debs Franco sobre a vida e obra de Jurado que organizei no final de setembro, no Edifício Planalto. Gostaria de compartilhar com vocês. Vejam tudo neste bloguinho que eu montei. Outra coisa bacana, já mais recente e ainda sobre o Artacho, foi um tour organizado pelo Senac só pelos prédios artachianos. Uma delícia. A galeria já está no Flickr, à disposição de todo mundo.

Aqui está uma amostra das fotos da palestra! :)

A palestra sobre o Artacho levou cerca de 200 pessoas para o Edificio Planalto.

A palestra sobre o Artacho levou cerca de 200 pessoas para o Edifício Planalto.

Professor Ruy Debs ministrou a palestra

Professor Ruy Debs ministrou a palestra

E segurou um monte de gente...

E segurou um monte de gente...

E, como ninguem é de ferro, logo após a palestra, houve uma festinha

E, como ninguem é de ferro, logo após a palestra, houve uma festinha

Com direito a DJ

Com direito a DJ

...Bar

...Bar

...e gente bonita

...e gente bonita

A vista do salão é linda, dá pro Vale do Anhangabaú

A vista do salão é linda, dá pro Vale do Anhangabaú

E as pessoas curtiram a mobilia cinquentista

E as pessoas curtiram a mobilia cinquentista

A poltrona vermelha é a "Bola", da Lina Bo Bardi; e a azul é a Womb Chair

A poltrona vermelha é a "Bola", da Lina Bo Bardi; e a azul é a Womb Chair

Os quadros são do Fernando Durão, que, assim como eu, mora no Planalto.

Os quadros são do Fernando Durão, que, assim como eu, mora no Planalto.

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Romance na cidade e na web

Julho 25, 2008 · 1 Comentário

Romance Slice, inspirado no "The hauted dolls' house (M R James)

Romance Slice, inspirado no "The hauted dolls' house" (M R James)

Que tal acompanhar um livro pelo Google Earth? Ou pelo Twitter?
A editora britânica Penguin se uniu ao estúdio de games Six to Start para criar o projeto We Tell Stories. Seis autores foram convidados a recriar clássicos da literatura na internet e, para isso, se valeram de suportes como o Google Earth, no romance “The 21 Steps”, e até mesmo blogs e Twitter, no “Slice”.
A idéia é simplesmente genial e dá vontade de fazer o mesmo por aqui. Quem se habilita a essa “ciber-flânerie”?

Acompanhe: www.wetellstories.co.uk
Siga: twitter.com/slicequeen
The 21 steps:

Fonte: Revista Info Exame, jul/2008
Dica de: Ariane Silvestrini

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Os anjos dos artistas

Julho 24, 2008 · 1 Comentário

Primeiro encontro do grupo, em abril deste ano

Primeiro encontro do grupo, em abril deste ano

Dez artistas plásticos se reuniram com o propósito de retratar seus olhares sobre os anjos. O estudo gráfico foi cordenado pela Carola Trimano e durou três meses. O resultado foi uma rica junção de interpretações e técnicas, que podem ser conferidas no Atelier Pássaro de Papel até dia 22 de agosto.

Artistas que participaram: ANDREA ALY, ARTURO GAMERO, CLAUDIO ROCHA, CAROLA TRIMANO,FABIO QUAGLIO, GEETA, HÉLIO BARTSCH, MANU MALTEZ, RODRIGO BARRALES E VERA GIORGI.

Confira: carolatrimano.blogspot.com

ATELIER PÁSSARO DE PAPEL
CÔNEGO EUGÊNIO LEITE, 1166 * PINHEIROS
TEL 5511 30970321

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Vamos fazer as pazes com o centro?

Julho 22, 2008 · 1 Comentário

A Ladeira da Memória é o monumento mais antigo de São Paulo. Você sabia?

A Ladeira da Memória é o monumento mais antigo de São Paulo. Você sabia?

Quantas pessoas você conhece que nasceram em São Paulo, ou mesmo moram aqui há muitos anos, e mal conhecem o centro da cidade?
Fácil: tente marcar um encontro com elas na Praça do Patriarca. Veja quantas irão lhe perguntar aonde fica ou então vão lhe sugerir um lugar menos “perigoso”.
Não sou paulistana e fico bem intrigada com essa relação que as pessoas têm com a cidade, totalmente desligada das suas origens e referências. Por isso vou sugerir aqui um jeito bem fácil (e barato!) de quebrar esse gelo e fazer as pazes definitivamente com o centro.
O Turismetrô nasceu de uma parceria entre a São Paulo Turismo e o Metrô. Com ele, pode-se conhecer inúmeros pontos turísticos e históricos da cidade, sempre acompanhado por guias especializados. São oferecidas seis opções de roteiros: Sé, Teatro Municipal, Memoriais, Paulista, Luz/Tiradentes e, agora um temático, sobre a Imigração Japonesa.
Eu já fiz dois, Teatro Municipal e Luz, e adorei. Funciona assim: Você deve ir à Estação Sé, nos dias e horários disponíveis, e comprar uma passagem. Logo após as catracas, está o guichê do TurisMetrô, onde você se informa sobre as opções de roteiros e as escolhe. Um grupo de até 25 pessoas será formado, que seguem com seus guias para as plataformas e embarcam rumo os pontos escolhidos. Dependendo do roteiro, pode-se gastar até três passagens.
Os passeios são uma verdadeira aula sobre as histórias das ruas, do comércio, da arquitetura e das obras de arte dessas regiões. 

O Roteiro “Turismo na Sé” acontece aos sábados, às 9h, e domingos, às 9 e 14h. Os demais ocorrem aos sábados, às 14h e aos domingos, às 9 e 14h. Chegue com uns vinte minutos de antecedência.

Informações das 8h às 18h pelos telefones:
(11) 2958-3714 – segunda a sexta
(11) 7716-5141 – todos os dias

www.spturis.com/turismetro

Para conhecer outros pontos turísticos da cidade, acesse:
www.metro.sp.gov.br/turismo/teturismo.shtml

www.visitesaopaulo.com/index.asp

História da Ladeira da Memória (foto) www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=1810

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Você sabe o que é lomografia?

Julho 18, 2008 · 2 Comentários

Festival de Pipas no Parque Ceret, por Ana Paula Hiromi

Festival de Pipas no Parque Ceret, por Ana Paula Hiromi

LOMO é a sigla de Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie.

Ok, não precisa fingir que entende russo. Vamos lá! Eis a tradução: União de Óptica Mecânica de Leningrado, uma empresa fabricante de equipamentos óticos em São Petersburgo, Rússia.  Essa fábrica desenvolveu a câmera compacta LC-A ou Lomo Kompact Automat (LC-A), que virou febre entre jovens europeus a partir da década de noventa, porque produz fotos com cores saturadas, borrões, imagens desfocadas e luzes em movimento.

Descrevendo assim parece que é feio, mas virou um movimento artístico.

Os efeitos das imagens são surpreendentes, principalmente em função dos flashes que são coloridos (são eles que dão essa impressão onírica, de bolha de sabão!).

Foto de Damião Santana. "Efeito do filme vencido".

Foto de Damião Santana. "Efeito do filme vencido".

Tem muita gente fotografando bem com esses equipamentos e criando registros muito bons, atualmente tão raros, porque são analógicos e passam longe desse mundo “photoshopado” a que estamos tão acostumados.

Na galeria de fotos do lomógrafo Damião Santana, achei uma série de comentários de gente perguntando como ele conseguiu esse efeito “assustador” na foto que tirou em um cemitério. O mais curioso é que nem ele próprio soube responder. “Não foi filtro. Aliás eu não sei o que aconteceu. Acho q foi efeito filme vencido + processo x-pro! O filme saiu todo assim. Eu tb gostei do resultado. Só não sei fazer de novo! ahah aha Out of control! “

Entrei no site do Recife Mostra Lomo e selecionei um trechinho que descreve bem isso:

“Aos lomografos, não interessa a tecnologia do equipamento, o tamanho da objetiva ou a capacidade da câmera de fotografar com precisão o real. O que importa aqui é o olhar. É a capacidade de transformar a realidade, de experimentar, de testar todas as técnicas, de inventar técnicas novas, de modificar a câmera sem medo. A lomografia é a descoberta do olhar. Fotografar com câmeras de baixa tecnologia significa negar a ilusão de que o homem pode dominar a natureza e apreender o real de forma objetiva e clara. A utilização de técnicas experimentais e de câmeras, em sua maioria, desprovidas de qualquer possibilidade de regulagem, significa a busca de um olhar mais aberto ao mistério.”

Quem quiser saber mais, indico o site da Sociedade Lomográfica Brasileira. Lá é possível saber onde comprar, onde consertar, filmes que devem ser usados, modelos de câmeras disponíveis, lista de lomógrafos brasileiros, além de links e vídeos bacanas.´

E para quem quiser se inspirar, aqui estão algumas galerias de lomógrafos:

Ana Paula Hiromi

Ricardo Moura

Damião Santana

Enjoy! :)

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Encontro de blogueiros no Planetário do Ibirapuera

Julho 18, 2008 · 2 Comentários

Planetário foi o cenário da blogosfera ontem

Planetário foi o cenário da blogosfera ontem

Nunca tinha ido ao Planetário e fiquei impressionada como ele pode ser um excelente lugar para se promover eventos. Como já trabalhei com isso, costumo reparar nesse tipo de escolha, que é primordial para uma comunicação coerente.

O Planetário foi escolhido para sediar um encontro de blogueiros - quer algo que simbolize mais a blogosfera que as estrelas?  Muito boa idéia.

Pois é, as pessoas que fazem eventos tem que “flanar” também…

Vejam o que eu escrevi sobre esse encontro no meu outro blog, o BuyBuy.

Estou reservando idéias para o fim de semana. Quero cobrir uma feira que eu adoro, a do Bexiga.

Deem um pulinho aqui na segunda! Não esqueçam de passar no Buybuy

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Um pouco de sonho na arquitetura paulistana

Julho 15, 2008 · 6 Comentários

Foto no livro "Três Mulheres de Três PPPês", do Paulo Emìio Sales Gomes. Fotos no Edifãio Verde Mar, Santos, 1957

Imagem do livro "Três Mulheres de Três PPPês".Fotos no Edifício Verde Mar, Santos.

Bem, os meus amigos certamente vão dizer que este post é jabá, pois moro num destes edifícios.

Quero sugerir aqui um passeio pela São Paulo de Artacho Jurado, empreiteiro que construiu entre as décadas de 40 e 60 as obras mais coloridas e oníricas da cidade.

Dono de um estilo considerado kitsch, Artacho construiu muitos de seus prédios em Higienópolis. Atrevo-me a até dizer que ele imprimiu seu estilo ao bairro, já que muitos outros arquitetos o copiaram por lá.

Para reconhecê-lo, repare nas pastilhas coloridas, desenhos sinuosos em seus pilares e maquises, muitos arabescos, além de jardins e incríveis salões de festa em suas coberturas. Seus prédios estão em Santos e São Paulo, sendo que aqui muitos estão concentrados na região central da cidade como Paulista, Higienópolis, Av. São Luiz, Viaduto 9 de Julho e Rua Maria Paula.

Lançando teorias sobre o lazer comunitário, sempre incluía em seus projetos jardins, piscinas, bares e salões de festas, que compõem as áreas comuns de seus edifícios, hoje tão caras ao mercado imobiliário.

Na época não foi tão valorizado por não ter formação (Jurado estudou até a 4ª série do primário) e foi muitíssimo criticado pela acadêmia. Entretanto, atualmente seus prédios (por que não dizer “obras”?) são extremamente disputados, além de tombados como patrimônio histórico e cultural. Para se ter uma idéia, a revista inglesa Wallpaper considerou o Edifício Bretagne um dos melhores do mundo para se viver.

Com a recente valorização do estilo vintage, as obras de Artacho passaram a ser disputadas na cidade.

Com a recente valorização do estilo vintage, as obras de Artacho passaram a ser disputadas na cidade.

Em maio deste ano o arquiteto e professor Ruy Debs lançou pela editora Senac o livro “Artacho Jurado: Arquitetura Proibida”. O livro faz um apanhado da vida de Jurado e da história de seus empreendimentos, as contrutoras Anhanguera e Monções, e é recheado de fotos (são 400 no total) de todas as suas obras, contendo até mesmo fotos de apartamentos do empreitero e arquiteto.

A leitura do livro vale à pena e recomendo também duas visitas na web:a comunidade do Artacho no orkut e o álbum de fotos no Flickr, ambos muito bem moderados articulados por Wagner Tamanaha.

Ps: O Wagner organiza por meio da comunidade do orkut as “Flâneries Artachianas”, passeios em grupo pela maiorida das obras de Jurado.

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Duchamp e Bossa Nova: ótimos motivos para ir ao Ibirapuera hoje

Julho 15, 2008 · Deixe um comentário

o artista que mais radicalmente redefiniu o fazer artótico desde Leonardo da Vinci.

Duchamp: o artista redefiniu o fazer artístico

Uma mostra com Duchamp poderia ter acontecido no MAM há 60 anos. Em 1948, o artista enviou um projeto escrito de próprio punho a Ciccillo Matarazzo, que o recusou totalmente.

Duchamp não é um artista cuja obra é digerível, mesmo passado mais de meio século. Muito do seu trabalho já entrou para a nossa iconografia (a obra feita com um urinol,“Fountain”, é um grande exemplo disso), contudo reconhecer seu valor para além da sua polêmica, ainda é um treino para o olhar.

Duchamp prova que Durkheim estava certo. Suas obras são a mais pura alegoria da anomia das instituições artísticas.

As exposições “Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra ‘de arte’” e “Duchamp-me” estarão abertas ao público a partir de hoje, às 20h, no MAM- SP (na Grande Sala e sala Paulo Figueiredo respectivamente).

Leia mais sobre Duchamp

De quebra, aproveite para visitar a mostra “Bossa na Oca”. A exposição fica em cartaz até o dia 7 de agosto, das 10h ás 20h, a R$ 20. Mas às terças-feiras a entrada é franca!

Se ainda estiver no pique, vá também ao pavilhão da Bienal e veja Bossa’50 (a entrada é franca todos os dias ;) )

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Rotas de bicicletas no site da Caloi

Julho 14, 2008 · Deixe um comentário

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Para quem é adepto das flâneries ou está afim de se locomover de uma forma mais consciente pela cidade, vale à pena conhecer o serviço de rotas de bikes que a Caloi acaba de disponibilizar.

Estou testando aqui. Só não gostei de ter de preencher um cadastro enorme para consultá-las. Nada 2.0…

Via Blog da Gloss

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